O que você precisa saber para criar um e-commerce do zero em 10 passos

Não crie um e-commerce do zero sem ler este artigo! Você vai descobrir o que precisa para dar os primeiros passos e tirar as ideias do papel!
E-commerce do zero

Você decidiu que está na hora de criar um e-commerce do zero e não sabe por onde começar? A cada ano, novas lojas virtuais surgem, no entanto, muitas delas começaram sem nenhum planejamento.

Por isso, quero te ajudar a organizar seu planejamento para tirar seu e-commerce do papel e torná-lo realidade. Neste guia básico para iniciantes você vai descobrir o que precisa ser considerado desde o início. Vamos nessa?

Boa leitura!

Primeiro, o que é e-commerce?

O e-commerce, que traduzido significa comércio eletrônico, é uma modalidade de negócio em que a venda e compra são realizadas online.

É bem provável que você escute bastante o termo “loja online”. Independente da palavra usada, você já sabe como funciona, certo? A loja realiza a divulgação, o cliente escolhe o produto, faz o pagamento e é informado sobre o status da compra. Tudo isso pelo digital.

Apesar de tudo ser feito online, a logística foge à regra. Isso porque, ou o consumidor vai até a loja física ou recebe o produto no destino escolhido.

Agora que você já entendeu o conceito, vamos ao que interessa!

 

O que você precisa saber para criar um e-commerce do zero

Criar um e-commerce do zero é um projeto que não é a coisa mais difícil do mundo. Mesmo assim, demanda tempo e paciência para passar por cada etapa. Por isso, é importante que você tenha documentado cada descoberta que fizer e cada decisão que tomar.

1. Analise seu mercado

Antes de tudo, seu mercado. Não adianta criar um e-commerce do zero com base apenas nas suas percepções. Ou seja, não basta apenas gostar de moda e abrir um e-commerce de moda. É preciso analisar cuidadosamente cada aspecto que esse mercado tem.

Para isso, pode ser interessante conversar com pessoas do seu círculo de convívio que você acredita serem parecidas com seu público. Isso não quer dizer que você tenha que vender algo para eles, mas sim, entender como potenciais clientes pensam.

Nestas conversas, veja se há algo em comum entre essas pessoas. Analise os seguintes pontos (pergunte a elas o que não souber):

Público

  • Qual a faixa etária?
  • Na maioria são homens ou mulheres?
  • Têm família grande ou pequena?
  • Qual é o seu trabalho?
  • Quanto ganham? (é indelicado perguntar isso, então, pesquise no Glassdoor)
  • Qual é a sua escolaridade?
  • Onde moram?

Interesses

  • Que quantidade e com qual frequência compram esse tipo de produto ou serviço?
  • Onde costumam comprar?
  • Que preço pagam atualmente por esse produto ou serviço similar?

O que leva a compra?

  • O preço?
  • A qualidade dos produtos e/ou serviços?
  • A marca?
  • O prazo de entrega?
  • O prazo de pagamento?
  • O atendimento da empresa?

Onde estão os clientes?

  • Qual o tamanho do mercado em que você irá atuar?
  • É apenas sua rua? Seu bairro?
  • Sua cidade? Todo o Estado?
  • O País todo ou outros países?
  • Seus clientes encontrarão sua empresa com facilidade?

2. Pesquise sobre a concorrência

Tão importante quanto analisar o público é pesquisar sobre a concorrência. Isso não quer dizer que você vai copiar o que seus concorrentes fazem. Esse hábito possibilita que seu e-commerce saia à frente de muitos outros que não fizeram nenhum tipo de planejamento como você.

Para isso, pesquise os seguintes pontos:

  • Qualidade dos materiais empregados – cores, tamanhos, embalagem, variedade, etc.;
  • Preço cobrado;
  • Condições de pagamento – prazos concedidos, descontos praticados, etc.;
  • Atendimento prestado (faça o papel de cliente e veja a qualidade no atendimento);
  • Serviços disponibilizados – horário de funcionamento, entrega em domicílio, atendimento no WhatsApp/redes sociais etc.;
  • Garantias oferecidas, política de troca.

Logo após, tire suas conclusões baseadas nestas perguntas:

  • Sua empresa poderá competir com as outras que já estão há mais tempo no ramo?
  • O que fará com que as pessoas deixem de ir aos concorrentes para comprar de sua empresa?
  • Há espaço para todos, incluindo você?
  • Se a resposta for sim, explique os motivos disso. Caso contrário, que mudanças devem ser feitas para você concorrer em pé de igualdade com essas empresas?

3. Verifique quais serão seus fornecedores

Pelo fato de você começar um e-commerce do zero, vai ser necessário criar uma base de fornecedores da mesma forma e construir um relacionamento com eles ao longo do tempo.

Comece pela premissa básica: todos os seus fornecedores devem ser capazes de oferecer a quantidade, qualidade, prazo e preço. Agora fica mais fácil.

Depois disso, sua primeira missão é descobrir onde encontrar fornecedores. Para alguns tipos de e-commerce funciona muito bem comprar em atacado, para outros, no varejo. Para uns online, para outros em lojas físicas.

Um bom modo de saber a procedência é pesquisando no Reclame Aqui, nas redes sociais dessa empresa e até no YouTube. Da mesma forma que você pesquisa para comprar um produto que deseja, deve agir com o seu e-commerce.

Depois, converse com esses fornecedores e encontre respostas para as seguintes perguntas:

  • Qual é o mínimo de produtos que você pode comprar?
  • Os produtos são exatamente como desejo?
  • Quais os prazos de entrega?
  • Os preços permitem uma boa margem de lucro?
  • Como funciona a política de devolução?

Dessa forma, você se programa e não desaponta seus futuros clientes.

4. Pense no sortimento de produtos

Agora chegou a hora mais esperada! Mas o que vender? Um bom começo é conversar com seus fornecedores e perguntar quais produtos têm maior saída. Se estiver em dúvida, escolha os 10 top produtos e, conforme for vendendo, acrescente um novo sortimento de produtos.

É importante não se esquecer de tamanhos, cores e modelos diferentes, se for o caso. Enfim, tudo o que for relacionado ao produto é o que você deve pensar!

5. Precifique corretamente

Chegou o momento de definir seus preços. Embora essa seja uma tarefa relativamente fácil, você vai precisar pensar cuidadosamente no seguinte:

  • Você deseja ganhar a concorrência no preço?
  • Quer vender com o mesmo preço e adicionar outro diferencial?
  • Vai se posicionar como premium e vender mais caro do que a concorrência?
  • Acha necessário considerar a opinião das pessoas que entrevistou como potenciais clientes?

Por fim, independente de qual tenha sido sua escolha, pense nos desdobramentos dela. Ou seja, os prós e os contras dessa estratégia.

Você também vai precisar colocar todos os custos envolvidos no papel, de modo que consiga saber se está praticando um preço justo não apenas para o cliente, mas também para sua própria empresa.

6. Dê atenção ao seu atendimento

De acordo com a CX Trends 2021, 68% dos consumidores concordam que, se a marca pode oferecer uma boa experiência, então eles estão dispostos a pagar mais por isso.

E já que o assunto é atendimento, 62% dos consumidores afirmam que o atendimento é um item fundamental para uma boa experiência.

Ou seja, se você não prestar atenção ao seu atendimento, não vai oferecer uma boa experiência. Como consequência disso, pode perder clientes ou nem chegar a conquistá-los.

Sendo assim, se pergunte o seguinte:

  • Quais os canais de comunicação fazem sentido para o meu público?
  • Como será o atendimento ao cliente da minha marca?
  • Qual a linguagem do meu público?
  • O que as pessoas buscam?
  • Como posso tirar suas dúvidas?
  • Como consigo agilizar o atendimento?
  • E a experiência? Como mantenho a mesma experiência em todos os canais?

7. Divulgue seu e-commerce

Tanto a divulgação orgânica (gratuita) quanto a paga deve ser bem planejada. Por isso, é importante que você determine uma estratégia para cada canal. Listei algumas delas para você pensar a respeito:

  • Marketing de conteúdo: com estratégias de SEO, crie conteúdos úteis para a sua persona dentro do seu blog. Isso faz com que seu e-commerce apareça nos resultados das buscas no Google e outros mecanismos;
  • E-mail marketing: ofereça algo em troca do e-mail do usuário como, por exemplo, um cupom de desconto para a primeira compra. Dessa forma, os benefícios são mútuos;
  • Redes sociais: uma estratégia bem legal para suas redes é 80% conteúdo e 20% conversão. Ou seja, crie conteúdos que conversam com o público, mas que tenham a ver com o universo do seu produto. Nos demais, foque em oferecer promoções ou falar de categorias ou então produtos específicos;
  • Marketing de influência: além da prova social que os influenciadores oferecem (o que aumenta a confiança dos consumidores), os influenciadores ajudam a humanizar a sua marca e gerar identificação com o público definido;
  • WhatsApp Marketing: além de ser mais eficaz que a divulgação por e-mail, o disparo em massa oferece o melhor custo benefício para o e-commerce. Sendo assim, vale a pena conhecer a funcionalidade!
  • Anúncios: fazer anúncios pagos é uma estratégia que depende muito de cada e-commerce. Há quem opte por fazer a fim de aumentar a base de contatos. Há quem opte por fazer apenas depois de conquistar esses usuários. Sendo assim, entenda qual é o seu objetivo ao fazer anúncios.

8. Planeje a distribuição

Por fim, depois que os usuários se tornam clientes, seu e-commerce precisa entregar a mercadoria. Por isso, é importante planejar como isso vai acontecer.

  • A entrega vai acontecer por meio de uma transportadora? Correios? (hoje em dia você consegue identificar qual é o serviço que sai mais em conta com empresas como o Melhor Envio)
  • Seu e-commerce vai oferecer mais de uma opção de entrega?
  • O frete será embutido no preço dos produtos?
  • Vai oferecer frete grátis em valores acima de x?
  • O cliente vai pagar o frete?
  • O frete será fixo e o excedente será pago por seu e-commerce?

9. Defina qual a plataforma de e-commerce ideal

Definir a plataforma a ser utilizada é essencial para ter sucesso. Afinal, sua plataforma de hoje é o sucesso do amanhã. Para isso pense nos seguintes aspectos:

  • Tipo de produto: o primeiro passo é saber que nem todas as plataformas podem te atender adequadamente por causa do produto que você vende. Por exemplo, se o seu negócio é de roupas, vai precisar de um sistema que tenha as opções de cores e tamanhos;
  • Funcionalidades: as funcionalidades são muito, mas muito importantes. Então, antes de começar a pesquisar por fornecedores, faça uma lista com todas as funcionalidades e integrações necessárias em seu sistema de e-commerce. Exemplo: Quais meios de pagamento estão à disposição? Aceita PIX?
  • Suporte: o suporte conta muito. Então, descubra se existe algum suporte para tirar dúvidas e se você terá apoio de especialistas em caso de algum problema técnico, como o sistema ficar fora do ar;
  • Layout: a plataforma oferece um visual legal? Dentro desse visual escolhido, é possível pesquisar por produtos e encontrá-los facilmente? É fácil chegar até o carrinho de compras? E depois, até o checkout?
  • Integrações: sua loja precisa ter a integração com o site dos correios, certificados de segurança ou até mesmo um ERP se for o caso. Então, veja tudo o que você vai precisar e descubra se é oferecido;
  • Otimização nas buscas do Google: todo empreendedor quer que seu e-commerce apareça nas primeiras páginas do Google, certo? Bom, para que isso aconteça, é preciso que a plataforma seja otimizada com técnicas de SEO e permita uma boa navegação pelo celular também;
  • Orçamento: esse é um ponto muito importante! Contratar uma plataforma sem pensar bem nos valores pode causar problemas financeiros se você tiver investido um valor muito alto. Mas isso não significa que se deve escolher o sistema mais barato, mas sim aquele que ofereça melhor custo-benefício.

10. Analise resultados

Finalmente, chegou a parte de analisar resultados. Embora muitas pessoas pensem que somente as vendas são mensuráveis, você precisa fazer o contrário.

Veja quais métricas são importantes:

  • Custo de aquisição de clientes: essa é uma conta onde se soma o que você investiu para adquirir novos clientes e divide pelo número total de clientes adquiridos;
  • Taxa de conversão: ela indica quantos clientes estão realizando compras em seu e-commerce. Você divide o número de usuários que compraram pelo total de visitantes e depois multiplica por 100;
  • Abandono de carrinho: essa é uma das métricas que mais ajudam a enxergar o que pode ser mudado. Divida o número total de pessoas que colocaram produtos no carrinho pelo total que realizou compras e multiplique por 100;
  • Ticket médio: essa métrica é sobre o valor médio que as pessoas costumam gastar no seu e-commerce. Portanto, saber desse número te ajuda a entender quantos clientes precisa conquistar para chegar a sua meta;
  • Taxa de rejeição: essa taxa diz respeito às pessoas que abriram seu e-commerce, mas não interagiram. Quais palavras-chave estão atraindo essas pessoas? Elas correspondem às expectativas dessas pessoas?
  • ROI: também conhecido como retorno sobre investimento, ele mostra se seu negócio está indo bem. Ele indica o quanto você investe e o quanto você tem de retorno. Para ter esse número, você deve tirar o custo do valor total da receita, dividir o resultado pelo custo e, para ter a porcentagem, multiplicar por 100;
  • Localização: quais cidades e estados compram mais? Talvez, valha mais a pena anunciar nessas localizações.

E aí, já anotou todas as dicas?

Tire seu “e-commerce do zero” e torne realidade

Tirar o e-commerce do zero é um projeto que pode durar semanas ou até meses. Por isso, é importante que você estude cada detalhe e defina bem suas escolhas. Afinal, são elas que vão determinar o seu sucesso lá na frente!

Espero que esse conteúdo tenha te ajudado a entender o que fazer para começar e, mais que isso, que tenha te dado uma injeção de ânimo. Com muita dedicação você vai tirar todas essas ideias da cabeça e colocar no papel!

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